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domingo, 20 de novembro de 2011

Flexíveis retratos e melodia

Eu arrisco meus dissabores nesta mesquinha tentativa de aparentar lucidez. Quando a intenção impressiona, não se elaboram respostas plausíveis.
 O piano continua martelando em minha fronte resignada.
Ao som de Mozart, minha pele muda sua tonalidade para um rubro fosforescente. Com seu toque acetinado explorando a gravidade das notas e capacidade extrema de expressão do ser, ousa-se.

É como se eu não negasse a subjugar-me a tranquilidade. Impedindo minha resistência, usufruindo da culpa?
Com esta sombra que reflete e flexiona minhas inconstâncias, réplica perfeita da solitude devassa que interrompe minhas ilusões amargas, ressecando meus lábios que febris proferem ácidos, plácidos... e roucos e sobrepostos acordes.
Tranquilizante e descritivo meu estado tardio de insolvência. Escrever cartas não é meramente um pretexto; sob prisma pretérito, a infinitude sempre foi tão translúcida; me assombro com os segundos restituídos embaixo da pele enrugada. Por que a manhã descreve círculos anteriores ao surgimento de meu olhar incrédulo e furioso? Sim, eu sempre preteri tardes dedicadas a minha procrastinação mental. Ser simplista é uma peculiaridade artística: qual hominídeo que ineditamente cortou superficialmente a ponta dos dedos com papel? Rememorar as linhas provavelmente não representa uma atitude tenaz.
 
O degradante é quanto estes cortes são conscientes. Quando resgatar memórias é preceito inconfundível de reconhecimento interno ou aquilo que me descrevo não é fiel e suficiente, não, não sempre... 
As lembranças são inertes caso não se reconheça a relevância do ente recordação.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Instar meu anseio... O blog "Luva de pelica"

Olá meus ilustres comparsas vivenciais e apreciadores dos abraço cardíacos em que fundem-se pulsar e olhar.

Neste, sem praxe ou tonalidade demagógica, convido-lhes a seguir o espaço objetivado à crítica genérica social salpicada pelo Direito e impelida pelos meus ideais revestidos de utopia vivencial, que, pela circunstância, tenho sitiado frequentemente.
Luva de pelica social


O blog "Luva de Pelica", tem sido comumente atualizado em virtude da celeridade de meus atos acadêmicos e profissionais atuais (estágio), o que de certa forma torna-me frustrada à publicação originária da inspiração que sou envolvida para postar no blog "Simplesmente Respire", este caracterizado pela mantença das sinfonias desviadas do meu âmago. A melodia persiste, creiam.
Pela ponderação efetiva que faço dos assuntos no curso de graduação, já com viés no Ministério Público e notória admiração que possuo na instituição (fato consumado que quero ser Promotora de Justiça pela autonomia em auxílio social), uso este local para brados inconformados com o que apercebo passível de tal
Anseio que visitem, contestem, discutam, para que, mesmo que não mudemos este mundo, ao menos desenvolvamos melhorias internas para suporte dele.

Sincera e docemente,
 Luana.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Chuva e inequívoca sensatez

Espaço e vácuo
Não é silente que declino-me à compreensão da intensidade que os olhares críveis circundam-me, pois a determinação dos prazos extingue minha autonomia de sorver as linhas que estendem-se por aqui ou os atos circunstanciais da vivência de obrigação mútua.

No que o clichê, que ora convicta torno o alicerce deste imediatismo desarrazoado, censura-me com tamanha dispersão mental, seja de sofreguidão intelectual e rotineira, suspiro... impulsionar-me no orvalho não encanta-me na demasia temporal que rotula-me por agora.

Na imensidão das sensações que infiltraram meu ceticismo, lancei-me à ruptura exímia ratificação da celeridade, a omissão do entardecer, literalmente pisoteando flores e negligenciando o perfume.
O que a peça que desenrolava-se naquele palco obscuro de relances e infrutífera de amores ousa esposar?  É confortável e apropriado concentrar-me na mensuração do que obstaria meu respirar, entretanto, inspirar é formidável.

Ritualisticamente, os pulsos e impulsos conduzem esta massa falida que lhes profere, na tonalidade inequívoca da sensatez e anonimato digno que confere
Que gotículas frias envolvam-me
pesaroso sentido, senso, sucumbencial da mesmice.

*O Direito tornou-se imperativo, seja de ordem reflexa à sociedade frustrada que apercebo, seja deste íntimo tão contorcido da infundada dor de perpetuar próxima aos dissabores alheios e tão meus, concomitantemente. O que angustia-me, é decair fragilizada, inerte.
neste enigma temporal...



Que setembro exponha-se reluzente e cálido, com o encanto das gotículas de chuva na janela vítrea que expectante anseio. E no saudosismo deste sorriso amarelo que vos apresento, estimo que estejam francos nesta vida.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Desatinada e estrídula palidez

Do fato, ao fato.
Circunstancialmente, o solilóquio paralelo que me detive se compôs nas condutas inominadas da podridão humana.
Candidamente, contive meu pranto que marejou nos instantes propositados.
Eu destoei hesitante à perspectiva de retalhar a solitude, esta talvez incrustada do ceticismo maculado e vinculada ao fulcro sarcástico retido pela platéia, esta sedenta por ritos do absurdo cruel quanto às minhas considerações existentes ou cogitadas.
E então, as alfinetadas perturbam a complacência pálida que estipulei ao outono.
Sangue, não tenha a surrealidade amainada dos dias deflorados pela culpa hostil da existência.
Dor, não precipite-se à obscuridade dos ditos e não-ditos sacramentados dos revezes.
Voz, não intensifique pelo hediondo do caráter frio das palavras que ora lhe confundem e dilaceram o utópico, vez por outra lhe comovem romanescamente.
Eu destoei hesitante à perspectiva de retalhar a plenitude e desfaleci com as incoerências do meu pulsar cardíaco descompassado. Pulso, pulso, alterne, respire, pulso, grite.
Porém, denote-se medo, ratifique desequilíbrio ínfimo, pois meu desejo desencontrou-se em mim, e o mim, é ti. Ah, o desejo extraviado da poesia...
Voz, não permita-se ao esganiçar das intempéries rendilhadas do vazio, lágrimas não são genuínas, não são sóbrias, não beatificam o caos, não reconstroem o esfacelado.

E esta palidez retratada no teor e pele, reconduza-se aos extremos, pois severamente foi satisfativa às minhas desilusões sequer pautadas no plausível.

Do fato, ao fato. O remanescente complexo de meus dizeres agudos não cessou. 
tranqüilidade já não emana dos músculos como outrora. 

E que a realidade que vislumbro descortine-se ilusória perante os olhos macilentos por vicissitudes.
Oh, outono... Regresse? Regresse com os ideais cabíveis à melhoria dos dias confinados ao desconforto sombrio da finitude? 
Liberte-me, oh, não me enclausure no entardecer pálido, sutilmente? Oh, libertem-me,  aqueles que impiedosamente punem este velcro que recobre meus  ossos e expectativa por afeto. 

Eu, submissa, retrato-me. Entretanto, já não suporto a mediocridade apregoada dos indivíduos, estes que dignificam-se ao açoitarem minha tez pálida até findar sanguinolenta e desmemoriada. 

sexta-feira, 11 de março de 2011

E desintegre-se, fô le go.

Repentinamente senti um anseio de reencontrar-me dentre as transitoriedades... 

Observar as expressões esquálidas dos desafetos mundanos. Incomum? Que a ousadia influa em meus nervos.
Vezenquando as matizes se confundem perante meus olhos emaciados! Oh.
Adeus a elucubrações insignificantes... Olás metáforas desencontradas ao autêntico.

O que lhe retira o fôlego meu caro expectante vivencial? Alteie-se pranto.

O Meu?! O ínfimo que desintegra em minhas fibras tecidas por infâmias sociais.

Saudações.